Igreja da Cientologia A Busca pela Vida Sem Dor Por Hiran de Melo Fundada em 1953 por L. Ron Hubbard, escritor de ficção científica, a Cientologia é menos fé e mais negócio. Um negócio que caça vulneráveis com dinheiro e que, ao longo das décadas, acumulou acusações de aprisionamento, tráfico humano e trabalho forçado. O pano de fundo é delirante: contratos de um bilhão de anos, crença em vidas sucessivas e a narrativa de que espíritos alienígenas foram abandonados na Terra por um ditador galáctico. Parece piada, mas é dogma. O Disfarce de Ciência O nome vem de scio (latim: conhecimento) e logos (grego: estudo). Mas não há ciência alguma. O método central é a “auditoria”: sessões pagas em que o fiel é interrogado enquanto segura o E-meter , aparelho que supostamente mede impulsos elétricos da mente. Não há comprovação científica. É teatro. A base é a dianética : a mente teria duas partes — analítica e reativa. A reativa armazenaria traumas inconscientes, os chamad...
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A Construção do Mito e a Sacralização da Política no Brasil Por Hiran de Melo A política brasileira, especialmente na última década, tem testemunhado uma fusão inédita entre religião e poder. O surgimento do chamado "Mito" não se deu apenas como fenômeno político, mas como construção simbólica que encontrou respaldo em setores religiosos. Nesse cenário, figuras como o pastor Silas Malafaia desempenharam papel central, transformando o púlpito em palanque e a fé em instrumento de mobilização ideológica. O Mito como Entidade Sacralizada O apelido "Mito", inicialmente popularizado nas redes sociais, foi rapidamente absorvido por discursos religiosos que o revestiram de uma aura messiânica. Essa transposição da linguagem da fé para o campo político criou uma narrativa de "escolhido de Deus", deslocando o eixo da espiritualidade para a legitimação de um projeto de poder terreno. O altar, nesse contexto, deixa de ser espaço de proclamação do Evangelho ...
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O Despertar do Humano O Amor em Jesus e a Liberdade do Ser Por Hiran de Melo A visão que emerge do pensamento de Caio Fábio é como o abrir de uma janela em um quarto há muito tempo fechado. O ar que entra não pede licença aos donos da casa; ele simplesmente sopra, trazendo consigo o perfume de uma liberdade que desfaz os nós da religiosidade institucional. Jesus deixa de ser um conceito guardado em templos para se tornar uma Presença Viva e Cósmica — uma luz que não conhece fronteiras e que habita o coração de todo aquele que se deixa tocar pela Graça. O Sopro que nos Constitui O amor não é algo que o ser humano "pratica" como um dever, mas é o próprio tecido de que somos feitos. É o nosso DNA divino. Quando nos inclinamos para cuidar de alguém, não estamos cumprindo um dogma, estamos permitindo que o Verbo flua através de nós. Se Deus é Amor, cada gesto de carinho autêntico é uma liturgia sagrada, mesmo que aconteça longe dos altares de pedra. O coração que ama conhece os ...
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Epístola do Mestre Lucas Adonhiramita ao Mestre Melquisedec Meu amado irmão, Bem sabes que contar uma história é muito mais fácil quando falamos pessoalmente, pois a palavra viva carrega consigo não apenas o conteúdo, mas também o calor da presença e a vibração da alma. Talvez por isso eu me entusiasme tanto quando encontro outro contador de histórias disposto não apenas a narrar suas vivências, mas também a ouvir as minhas. Recordo-me de teu gesto poético ao criar aquilo que chamaste — e eu ainda não sei bem como definir — talvez um lema, talvez um chamado: “abertura ao diálogo” . E como gostei dessa expressão! Pois ela traduz exatamente o espírito que nos move: não discutimos para vencer, não falamos para impor, mas para compartilhar. O diálogo, em sua essência, é ponte e não muro. Em nossas conversas, os temas surgem naturalmente, sem pauta prévia, sem necessidade de delimitar fronteiras. E mesmo quando nossas opiniões divergem, não há combate, mas aprendizado. Não def...
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Vídeo: https://youtu.be/53PZODuOQVY?si=VFjwup0QJEOCdK2e A Estética do Instante e o Fluxo do Tempo Por Hiran de Melo A vida, em sua pureza mais cristalina, revela-se como uma melodia que se desdobra no silêncio do tempo. É impossível aprisionar uma nota musical sem interromper o encanto, pois a beleza não mora na posse, mas na passagem — como o eterno fluir de um rio que nunca se repete. O que chamamos de "permanente" não é aquilo que se endurece como pedra, mas a poesia sutil que, como um fio invisível, costura os pequenos fragmentos do nosso dia a dia. O Agora como Altar: Estar presente vs. Pensar o presente Muitas vezes, cometemos o erro de apenas pensar sobre o presente, como se estivéssemos assistindo a um filme da nossa própria vida e tentando explicá-lo. Mas pensar o presente é ficar do lado de fora, observando; estar presente é mergulhar por inteiro no que está acontecendo. Enquanto o pensamento tenta rotular ou planejar o momento, o "estar presente" é ...
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Peça de Arquitetura Maçônica O Esquecimento, o Desvelamento e o Retorno ao Essencial Por Hiran de Melo Abertura Irmãos, reunidos sob a Luz do Grande Arquiteto do Universo, somos convidados a refletir sobre como a vida moderna, com suas facilidades e instrumentos, pode nos afastar do que é originário. Cada inovação que chega às nossas mãos traz conforto, mas também o risco do esquecimento. O esquecimento, porém, não é apenas perda: é também convite ao desvelamento , à redescoberta daquilo que permanece oculto sob o véu da pressa e da técnica. 1. O Esquecimento como Pedra Bruta Assim como a pedra bruta precisa ser lapidada, também nossa consciência precisa ser trabalhada. O excesso de técnica e de pressa nos faz esquecer o sabor da terra molhada, a sombra da árvore, o valor simples do alimento tradicional. Esse esquecimento é o pó que encobre a pedra. Cabe a nós, maçons, retirar esse véu e permitir o desvelamento do essencial — aquilo que sempre esteve presente, mas qu...
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Diálogo sobre Justiça Estrutural Por Hiran de Melo Cenário: Dois mestres maçons, Seu João e Seu José, encontram-se após uma sessão de Loja. Sentados à sombra do templo, iniciam uma conversa sobre o papel da maçonaria diante das injustiças que assolam a sociedade. Seu João: Meu amado irmão Seu José, hoje, ao ouvir o chamado à justiça estrutural, senti que estamos diante de um abismo. O caos que vemos nas ruas não é só desordem — é construção antiga, feita de pedra e privilégio. Seu José: Concordo, amado irmão Seu João. Muitos pensam que a crise é passageira, mas ela é parte da estrutura. A desigualdade não nasceu ontem. Ela foi moldada como um templo invertido, onde poucos estão no topo e muitos sustentam a base sem luz. Seu João: E o que dizer da riqueza? A iniquidade é gritante. Enquanto alguns acumulam mais do que podem usar, outros não têm sequer o básico. Isso não é só injusto — é desumano. Seu José: A maçonaria nos ensina a construir templos à virtude. M...