Peça de Arquitetura Maçônica

O Esquecimento, o Desvelamento e o Retorno ao Essencial
Por Hiran de Melo

Abertura

Irmãos, reunidos sob a Luz do Grande Arquiteto do Universo, somos convidados a refletir sobre como a vida moderna, com suas facilidades e instrumentos, pode nos afastar do que é originário. Cada inovação que chega às nossas mãos traz conforto, mas também o risco do esquecimento. O esquecimento, porém, não é apenas perda: é também convite ao desvelamento, à redescoberta daquilo que permanece oculto sob o véu da pressa e da técnica.

1. O Esquecimento como Pedra Bruta

Assim como a pedra bruta precisa ser lapidada, também nossa consciência precisa ser trabalhada. O excesso de técnica e de pressa nos faz esquecer o sabor da terra molhada, a sombra da árvore, o valor simples do alimento tradicional. Esse esquecimento é o pó que encobre a pedra. Cabe a nós, maçons, retirar esse véu e permitir o desvelamento do essencial — aquilo que sempre esteve presente, mas que deixamos de ver.

2. A Ironia da Vida

A história do acúmulo de riquezas mostra que, muitas vezes, o homem trabalha para bens que não usufrui. O verdadeiro tesouro não está no banco, mas no modo como habitamos o tempo, cuidamos da saúde e cultivamos vínculos. O maçom deve aprender que não é a posse que garante plenitude, mas o modo de viver. Esse modo de viver só se torna verdadeiro quando é vivido com autenticidade — quando não nos deixamos aprisionar por aparências, mas buscamos o que realmente nos constitui.

3. O Retorno ao Essencial

A Maçonaria nos convida a valorizar aquilo que realmente importa:

ü  A saúde do corpo e da mente.

ü  A humildade diante do sucesso.

ü  A simplicidade no viver.

ü  O tempo dedicado aos que amamos.

Esses são os verdadeiros pilares do Templo interior. O retorno ao essencial é o caminho da autenticidade, onde não nos perdemos em máscaras ou ilusões, mas nos reconhecemos como seres que habitam o núcleo luminoso do Ser.

Simbolismo Maçônico

ü  Coluna da Sabedoria → lembrar-se do Ser, não se perder na técnica; permitir o desvelamento.

ü  Coluna da Força → cuidar da saúde e da vida como bens maiores; viver com autenticidade.

ü  Coluna da Beleza → cultivar vínculos e simplicidade, que dão sentido à existência.

Unidas, essas colunas sustentam o Templo do Homem, onde o silêncio interior revela o “Eu Sou”.

Fechamento

Irmãos, o ensinamento maçônico é claro:

ü  Não basta possuir muito; é preciso viver bem.

ü  Não basta acumular símbolos; é preciso habitar o núcleo luminoso que dá sentido à vida.

ü  O verdadeiro trabalho maçônico é proteger o que temos de mais precioso: a saúde, a mente, os vínculos e o espírito.

Que esta instrução nos inspire a sermos guardiões do essencial, lapidando a pedra bruta do nosso ser, permitindo o desvelamento da verdade e vivendo com autenticidade. Assim construiremos, juntos, o Templo da Verdade e da Vida.

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