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  Amigo Beja: “Às vezes, tudo o que precisamos é de um pouco mais de fé para continuar e de coragem para não desistir. A vida é cheia de altos e baixos, mas Deus nunca deixa de estar presente. Ele trabalha em silêncio, cuida de cada detalhe e prepara o melhor tempo para todas as coisas. Não importa o tamanho da sua luta, Deus é maior. E se Ele prometeu, Ele vai cumprir. A sua vitória pode estar no próximo passo, na próxima oração, no próximo amanhecer. Por isso, não pare. Respire fundo, levante a cabeça, confie e siga.   “Porque eu bem sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor; planos de paz e não de mal, para vos dar um futuro e uma esperança.” — Jeremias 29:11” Meu querido amigo e amado irmão Beja , recebo tuas palavras com gratidão e reconheço nelas a força de uma fé que inspira e consola . É belo perceber como a confiança em Deus te sustenta diante das incertezas da vida. Ainda assim, permito-me trilhar uma reflexão distinta, que não nega o valor da fé, mas ...
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  Moralidade e a Existência de Deus Entre o Sagrado e o Humano Por Hiran de Melo Pense em alguém que você conhece. Uma pessoa generosa, honesta, que ajuda sem esperar nada em troca. Alguém que você chamaria, sem hesitar, de uma boa pessoa. Agora imagine que essa pessoa não acredita em Deus. A pergunta que surge é inevitável: “pode existir bondade verdadeira sem reconhecer a fonte última da bondade?”. “ Pode a moralidade se sustentar sem um fundamento absoluto? ”. O Abismo da Liberdade e a Realidade dos Dados Fiódor Dostoiévski advertiu que " se Deus não existe, tudo é permitido ". Para ele, sem um fundamento transcendente, a moral correria o risco de se tornar maleável, sujeita ao capricho das maiorias. No entanto, a observação das sociedades modernas oferece um contraponto pragmático a esse temor existencial: Evidência Social : Países como Suécia e Japão, onde menos de 20% da população acredita em Deus, apresentam taxas de homicídio significativamente menores qu...
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  A Religião como Doença do Medo Entre a Razão e a Vitalidade Por Hiran de Melo A religião, historicamente, foi apresentada como fonte de consolo, moralidade e esperança. Contudo, tanto Bertrand Russell quanto Nietzsche enxergaram nela não um remédio, mas um sintoma: uma resposta ao medo humano diante da morte, do desconhecido e da dor. A frase “A religião é uma doença do medo” sintetiza essa crítica, revelando como a fé organizada pode aprisionar o indivíduo em vez de libertá-lo. A Perspectiva de Bertrand Russell Russell interpreta a religião como uma patologia psicológica. Doença mental coletiva : a fé age como um “vírus” que enfraquece o julgamento crítico, transmitido por tradição e pressão social. O medo como raiz : desde os primórdios, o ser humano inventou deuses para explicar fenômenos naturais e aliviar a ansiedade existencial. Pedagogia do terror : conceitos como inferno e punição eterna funcionam como terrorismo p...
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  Porém você não liga Por Thalita Vejo seu olhar tão vazio Em meio a um turbilhão Rios e rios de lágrimas Que percorrem em meu rosto Porém você não liga Olhos que transbordam Em um imenso mar   Que eu quero entrar Que eu quero nadar Que eu quero mergulhar E me afogar.   A minha alma te abraça, Pelo simples fato de eu te olhar. Ela percorre qualquer distância Para te encontrar.   Às vezes uma lágrima pesa mais que uma âncora E me segura nesse mar de solidão Sinto-me só e a me afogar Procuro o meu farol Ele brilha para mim Mesmo em meio a tempestade Ele é a luz da minha escuridão   O meu corpo é uma prisão, E tenta não deixar. Mas a minha alma é livre... Livre, para te amar.   Análise do poema “Porém você não liga” Por Hiran de Melo O poema de Thalita revela um mergulho profundo nas tensões entre desejo, dor e liberdade interior. A leitura à luz da psicanálise permite perceber como sentimen...
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  O Mar que Eu Choro (*) Por Thalita Encaro o teu vácuo, esse olhar de deserto, Enquanto em mim nasce um turbilhão. Rios que descem, num curso incerto, Banhando o silêncio da tua negação. Cada gota que cai, você nem nota, É apenas mais água em minha derrota.   E o meu rosto transborda, o chão se desfaz, Minhas lágrimas criam o mar onde estou. Um oceano de mágoa que a falta nos traz, No sal das palavras que você não falou.   Nesse mar eu me lanço, quero mergulhar, Pois se não me vês viva, que me vejas findar. Cada lágrima agora é uma âncora pesada, Que me puxa pro fundo desse abismo de dor.   Estou presa ao que choro, à espera de nada, Corrente de ferro forjada na dor, no sal. Sinto o peso do mundo, o fôlego a faltar, Nesse mar de abandono que insisto em criar.   Procuro o meu farol, o brilho do Pai, Que reluz distante, num topo de rocha. É a luz que me guia enquanto o sol cai, Mesmo que a chama pareça tão moc...