POEMAS Beija-Flor: Uma interpretação possível O encanto de existir sem se demorar Por Hiran de Melo Beija-Flor Lá na minha varanda Canta doce Um beija-flor Celebrando a vida Tão bela Com um canto Um canto De amor Canta suave Sereno, ligeiro Anunciando a breve Existência da flor. Cecília Nóbrega 13/03/2025 Há uma delicadeza muito própria no olhar de Cecília Nóbrega. Em Beija-Flor , a poetisa encontra na varanda, no canto de um pequeno pássaro e na presença de uma flor motivos para celebrar a existência. Sua poesia nasce da simplicidade, mas alcança questões que nos acompanham ao longo da vida. “ Lá na minha varanda ” revela um espaço de intimidade, onde o mundo exterior encontra a sensibilidade de quem o contempla. Cecília não precisa buscar longe aquilo que merece admiração. Basta acolher o instante e permitir que ele desperte emoções que, na pressa cotidiana, tantas vezes permanecem adormecidas. O beija-flor, com seu canto doce, suave e ligeiro, parece traduzir uma maneira de existir...
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Mostrando postagens de março, 2025
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Despedidas esquecidas Por Hiran de Melo Eu queria me ter em você, Eu queria ser mais do que sou Eu queria te ver Quero sua presença Mais que parcial Quero me vê total... Em qualquer lugar Na rua calçada No parque da criançada Na estrada asfaltada Sem nada, sem nada... Quero só você na calçada Ai como me dói estar Morrendo tão longe Do que eu queria ser Do que lutei tanto para ter Casa vazia sem barulho da vida Silêncio que machuca o meu ser Ai! Meu Pai, me perdoa! Mas, não quero mais viver. Reflexão – Uma leitura possível do poema: Despedidas esquecidas "Despedidas Esquecidas", de Hiran de Melo, é como um diário aberto, onde o autor compartilha seus sentimentos mais profundos. O poema nos leva a uma viagem pelos sentimentos do coração, mostrando a dor da solidão e a falta de conexão com um amor que se esvai. Uma Busca por Completude Através do Outro Eu queria me ter em você, Eu queria ser mais do que sou Eu queria te ver ...
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Falso moralismo Por Gelda Moura Entre palavras descritas a esmo Lí o que deveria ser vísto Me amparei nos degraus do tempo, Para dar tempo ao tempo Apesar de tentar esquivar o certo Me vi viva, nos erros cometidos Morrer para ser verdade ou sugerir que a vida pulse? Que viva pulsante essa vida desgarrada Antes que se acabem as estradas e se percam as palavras Antes que a minha loucura esconda minhas verdades E me faça viver em mentiras tão vividas Que me arranque os sonhos e abra minhas feridas Não haverá pedido de volta, nem beijo de chegada Pois o falso moralismo nunca foi a minha estrada. Reflexão – Uma leitura possível do poema O poema 'Falso Moralismo' de Gelda Moura é um grito de rebeldia contra a hipocrisia. Desde o título, a poetisa deixa claro que não compactua com julgamentos superficiais. Ela busca uma vida autêntica, ' pulsante ' e ' desgarrada ', livre das amarras sociais. O tempo é um ...
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Dia chuvoso Por Rômulo Hamad Pereira Como gosto da chuva! Ao cair, molha a terra, E sentimos o cheiro De terra molhada. De repente, um trovão! Deus falou a todos: "Estou aqui!" Um raio ilumina o céu! Deus acende a luz divina para todos. Irmãos, convido-os a contemplar Na natureza os sinais de Deus. Ele nos fala pela natureza E não cobra nada por isso. Se compreendêssemos esses sinais, Os humanos seriam melhores. Diante de tanta grandeza, As pessoas poderiam, Diante de sua insignificância, Perceber que nossos problemas terrenos Não são nada comparados à imensidão do divino. Tudo poderia ser melhor Quem pensa que tem uma pedra Na sua frente pode ter apenas um grão de areia. Essa fé dá força para superar quaisquer obstáculos Aqui na terra. Oh, chuva abençoada! Reflexão – Uma leitura possível do poema O poema "Dia Chuvoso", de Rômulo Hamad Pereira, é uma ref...