Evangelho de Fariseus AYMEÊ 1ª Parte Fazemos campanhas pra nós mesmos Eventos pra nós mesmos Estocamos o maná para nós Oramos por nós e pelos nossos O Reino virou negócio O dízimo importa mais do que os corações Enquanto Ele tá querendo Quem nós nem pensamos ou nos preocupamos Oramos errado há séculos Dias, horas e anos Nos afastamos 2ª Parte Há um evangelho de fariseus Cada um escolhe os seus E se inflamam na bolha do sistema 3ª Parte "Ah, enquanto isso, no Marajó O João desapareceu Esperando os ceifeiros da grande seara A Amazônia queima Pa-ra-ra Uma criança morre Pa-ra-ra Os animais se vão Pa-ra-ra, ah-ah-ah, ah-ah Superaquecidos pelo ego dos irmãos" 4ª Parte Um evangelho de fariseus Estamos apodrecendo o corpo de Cristo O sangue não tá circulando O sangue tá coagulando Estamos no ápice da nova era E a falsa noiva se rebela Contra o Noivo que espera ver um caráter cristão 5ª Parte Há um evan...
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Esperança apagada De Hiran de Melo Uma notificação me avisa da mensagem Chegada no celular, de um lugar, demente Na caixa trata-se de uma apagada Mensagem enviada e negada Arrependida, desviada, enlutada Estanho uma ausência No silêncio do nada, na minha idade Despertar tanta ansiedade No vazio de uma enorme carência Melhor que ela não estivesse vindo Para voltar tão rapidamente, Deixando minha mente, meu corpo Soltos, aflitos e descontentes. Breves comentários 1. O cotidiano como abertura para o ser O poema começa com uma cena simples: uma notificação no celular. Um gesto comum, repetido milhões de vezes por dia. Mas é justamente nesse instante trivial que algo profundo acontece. Uma mensagem — que chega, mas se apaga — desencadeia uma sensação de abandono, de perda. " Uma notificação me avisa da mensagem / Chegada no celular, de um lugar, demente " Ess...
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A poesia discreta de um violão no calçadão Por Hiran de Melo A mensagem do Irmão Ailton Elisiário, Grau 33, publicada hoje, 09/06/2025, no ParaibaOnline.com.br, sobre a partida de Biu do Violão, vai além de uma simples homenagem: é uma crônica sensível sobre como a memória ganha morada nos rostos e ruas de Campina Grande. Ao contar a história de Biu, Ailton constrói um retrato afetuoso de um personagem real que parece saído de um velho samba — figura anônima que virou símbolo, como nas letras mais humanas do poeta Carlos Jobim. 1. O homem de muitos nomes A dúvida sobre seu nome — Severino? Carlos? Carlos Bill? — lembra aqueles personagens que parecem inventados pelo povo, mas que existiram de verdade. Biu não era só um nome; era apelido de rua, era rosto conhecido. Como todo bom personagem popular, era difícil saber onde acabava o homem e começava a lenda. E é justamente essa confusão que o torna tão próximo de todos: Biu era um só, e ao mesmo tempo, ...
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Pontes e Escadas Uma reflexão sobre serviço, humildade e elevação São tantas as invenções humanas que mal conseguimos nomeá-las — e muito menos compreendê-las em sua totalidade. A cada instante, novas ideias nascem, estruturas se formam, caminhos se abrem. Mas entre todas, duas criações me tocam de forma especial: a ponte e a escada. A ponte liga margens, aproxima distâncias, vence abismos. A escada nos leva para o alto, degrau após degrau, conduzindo-nos a novos patamares de visão e consciência. Ambas me encantaram na infância. Continuaram a me fascinar na juventude. E ainda hoje, me inspiram como símbolos vivos do que significa servir. Mas há um encantamento ainda maior: quando seres humanos se fazem ponte ou escada para outros seres humanos — ou até para outros seres vivos. Há quem use o corpo como estrutura, quem use a mente como travessia, quem use o coração como apoio. Ponte, quando amplia o alcance horizontal do saber. Escada, quando ap...