A retidão do prumo e o silêncio do justo: a falácia Ad Hominem

Hugo Rafael Belarmino da Silva, Grau 17

No constante trabalho de desbastar a Pedra Bruta que somos nós, deparamo-nos frequentemente com as vicissitudes do mundo profano. Entre elas, uma ferramenta vil, alheia aos nossos canteiros de obras, tem sido empunhada com frequência: o Argumentum Ad Hominem.

Como obreiros da Arte Real, sabemos que a construção do Templo da Humanidade exige o uso correto das ferramentas. Contudo, observamos que, quando um indivíduo se vê desprovido de materiais sólidos, ou seja, sem fatos ou razão para edificar um contra-argumento, ele abandona o Esquadro da retidão e empunha o malho da ofensa.

Sob a ótica da nossa filosofia, esse comportamento denuncia que o interlocutor abandonou a busca pela verdade e sucumbiu aos seus próprios metais e vícios. A lição que extraímos, meus Irmãos, é profunda: quando a ofensa pessoal substitui o debate de ideias, a Luz se apagou para aquele que ataca.

O golpe desferido contra o mestre é, na realidade, o reconhecimento tácito de que o argumento é uma coluna sólida, aprumada e nivelada, impossível de ser derrubada pela lógica.

Portanto, quando nós, construtores sociais, nos virmos diante de tal tentativa de desestabilização, devemos recordarmos do uso do Compasso. É ele que nos ensina a manter nossas paixões dentro de justos limites. Não revideis com a mesma aspereza.

Respirai fundo e lembrai-vos: o ataque furioso não reflete a vossa obra, mas sim a desordem na oficina interior do outro. É o ruído da pedra bruta alheia chocando-se contra a vossa tolerância.

Mantenham a postura ereta que o Prumo nos exige. Muitas vezes, o melhor uso que podemos fazer da Trolha não é apenas para espalhar o cimento da união, mas para cobrir com o silêncio as imperfeições daqueles que ainda não aprenderam a trabalhar no seu templo interior.

O silêncio do justo diante da ofensa injusta não é covardia; é a mais eloquente das respostas, provando que, naquele momento, apenas um dos dois permaneceu fiel à construção do Templo.

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