A retidão do prumo e o silêncio do
justo: a falácia Ad Hominem
Hugo Rafael Belarmino da Silva, Grau
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No
constante trabalho de desbastar a Pedra Bruta que somos nós, deparamo-nos
frequentemente com as vicissitudes do mundo profano. Entre elas, uma ferramenta
vil, alheia aos nossos canteiros de obras, tem sido empunhada com frequência: o
Argumentum Ad Hominem.
Como
obreiros da Arte Real, sabemos que a construção do Templo da Humanidade exige o
uso correto das ferramentas. Contudo, observamos que, quando um indivíduo se vê
desprovido de materiais sólidos, ou seja, sem fatos ou razão para edificar um
contra-argumento, ele abandona o Esquadro da retidão e empunha o malho da
ofensa.
Sob
a ótica da nossa filosofia, esse comportamento denuncia que o interlocutor
abandonou a busca pela verdade e sucumbiu aos seus próprios metais e vícios. A
lição que extraímos, meus Irmãos, é profunda: quando a ofensa pessoal substitui
o debate de ideias, a Luz se apagou para aquele que ataca.
O
golpe desferido contra o mestre é, na realidade, o reconhecimento tácito de que
o argumento é uma coluna sólida, aprumada e nivelada, impossível de ser
derrubada pela lógica.
Portanto,
quando nós, construtores sociais, nos virmos diante de tal tentativa de
desestabilização, devemos recordarmos do uso do Compasso. É ele que nos ensina
a manter nossas paixões dentro de justos limites. Não revideis com a mesma
aspereza.
Respirai
fundo e lembrai-vos: o ataque furioso não reflete a vossa obra, mas sim a
desordem na oficina interior do outro. É o ruído da pedra bruta alheia
chocando-se contra a vossa tolerância.
Mantenham
a postura ereta que o Prumo nos exige. Muitas vezes, o melhor uso que podemos
fazer da Trolha não é apenas para espalhar o cimento da união, mas para cobrir
com o silêncio as imperfeições daqueles que ainda não aprenderam a trabalhar no
seu templo interior.
O
silêncio do justo diante da ofensa injusta não é covardia; é a mais eloquente
das respostas, provando que, naquele momento, apenas um dos dois permaneceu
fiel à construção do Templo.

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