MULHER!
Por Gelda Firmino
Este Amor
Não cabe apenas em palavras, ele
respira no silêncio profundo do coração feminino.
Ali habita uma razão antiga, mais
antiga que o tempo, chama secreta
que conhece o código da criação e o
mistério da existência.
Mulher guarda dentro de si a música
inaudível, a beleza invisível.
Mesmo quando a dor atravessa a alma
como o vento frio sobre o mar, ainda escuta melodia escondida da vida.
E então cria o sentido onde o mundo só
via vazio.
Traça os caminhos entre retas severas
e as curvas inesperadas do destino,
caminhando às vezes sozinha, mas nunca sem luz.
Mulher, cultiva a espiritualidade, onde
o universo se inclina em silêncio.
Torna-se claridade no mundo.
Sua presença é abrigo.
Sua palavra é direção.
E seu amor, é a força antiga da criação
capaz de transformar tudo o que toca.
A Presença que Transforma
Por Hiran de Melo
O poema “Mulher!”, de Gelda Firmino, é uma invocação à essência
feminina como força criadora e espiritual. A voz poética não descreve apenas um
ser humano — ela revela um princípio cósmico, uma presença que respira no
silêncio e que conhece os códigos ocultos da existência.
Logo nos primeiros versos, o amor é apresentado como algo que
não cabe em palavras, mas que pulsa no “silêncio profundo do coração feminino”.
Essa imagem desloca o amor do campo da linguagem para o da contemplação. A
mulher não apenas sente — ela escuta o invisível, decifra o mistério, guarda em
si uma música que não se ouve, mas que transforma.
A dor, quando atravessa a alma como “vento frio sobre o mar”,
não é negada. Ela é acolhida, escutada, e convertida em melodia. A mulher,
nesse contexto, é alquimista da existência: onde o mundo vê vazio, ela cria
sentido. Caminha entre retas e curvas, entre o previsível e o inesperado, sem
perder a luz que a guia. Sua jornada é solitária, mas nunca escura — porque sua
espiritualidade ilumina o caminho.
A imagem da mulher como claridade no mundo é uma das mais
potentes do poema. Ela não apenas ilumina — ela abriga, orienta, transforma.
Sua palavra é direção, sua presença é refúgio, e seu amor é força ancestral,
capaz de tocar e transmutar tudo o que encontra.
Assim, o poema nos convida a reconhecer a mulher como sacramento
do ser: ela é tempo, templo e ponte. Sua espiritualidade não é doutrina, mas
gesto. Sua força não é imposição, mas presença. E seu amor, mais antigo que o
tempo, é o fio invisível que sustenta a criação.
Se pensarmos nessa imagem como espelho, o poema nos pergunta: em
que momentos da vida você já foi abrigo, direção e claridade para o mundo ao
seu redor?
A
Alma que Respira Silêncio – ecoando a poetisa Gelda Firmino
Por
Hiran de Melo
Este amor não se
escreve — ele se escuta.
Não cabe em palavras, pois habita o silêncio profundo onde a alma feminina
conversa com o mistério.
Ali, onde o tempo
não alcança, pulsa uma razão antiga:
chama secreta que conhece o código da criação,
melodia que não se ouve com os ouvidos,
mas com o coração que contempla.
A mulher é
guardiã do invisível.
Mesmo quando o vento da dor atravessa o mar da alma,
ela escuta o canto escondido da vida
e transforma o vazio em sentido.
Ela não caminha
por trilhas previsíveis.
Traça caminhos entre retas severas e curvas inesperadas,
às vezes só, mas nunca sem luz.
Porque sua presença é claridade,
sua palavra é direção,
e seu amor — força ancestral —
é capaz de transformar tudo o que toca.
A mulher cultiva
o sagrado no cotidiano.
Onde o mundo vê rotina, ela vê rito.
Onde o mundo vê ausência, ela vê espaço para acolher.
Ela é templo, é ponte, é jardim.
E quando o
universo se inclina em silêncio,
é porque reconhece nela
a centelha que sustenta a criação.
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