A Estética do Instante e o Fluxo do Tempo Por Hiran de Melo A vida, em sua pureza mais cristalina, revela-se como uma melodia que se desdobra no silêncio do tempo. É impossível aprisionar uma nota sem interromper o encanto, pois a beleza não habita a posse, mas a passagem — o eterno fluir do rio que não se repete. O que chamamos de "permanente" não é o que se petrifica em formas rígidas, mas a poesia sutil que, como um fio invisível, costura os fragmentos do cotidiano. Ø O Agora como Altar: O amanhã não é uma ilha distante no horizonte, mas a ressonância profunda de tudo o que tocamos hoje. Viver é o ato de compor uma música que só existe enquanto pulsa; se não abraçarmos a vibração do presente, perderemos o compasso da própria alma. O Amor como Harmonia Fundamental O amor não é uma construção do artífice, mas um elemento primordial da natureza. Ele assemelha-se ao vento que sopra onde quer e à luz que banha as colinas: não exige esforço para ser fabricado, apen...
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